Saturday, May 28, 2011

Um melodrama mexicano

Quando a TV mostrou o replay da batida de Sergio Pérez no muro da Chicane du Port, duas lembranças invadiram a Fórmula 1. A primeira, a do acidente de Karl Wendlinger, em 1994, no mesmo local, que interrompeu a carreira promissora do jovem austríaco.

A segunda, um pouco mais difusa, a dos irmãos Ricardo e Pedro Rodríguez. Mexicanos como Pérez, os dois maiores nomes do automobilismo daquele país, em menos de dez anos, morreram em situações de pista. Seria este, afinal, o irrefreável destino dos pilotos vindos de lá?

Após os intermináveis minutos que o procedimento de resgate tomou, as notícias dão conta de ferimentos na perna, mas o que importa é Pérez estar consciente e falando, de acordo com informações de sua equipe.

Sergio Pérez Mendoza, conhecido como "Checo" pelos hispanofônicos, chegou à Fórmula 1 este ano, após resultados acima da média na GP2 e GP2 Asia - foi vice-campeão da primeira, no ano passado. Mal entrou no cockpit da Sauber, já tinha muitos concorrentes a enfrentar. O primeiro, o preconceito de ter o biliardário Carlos Slim bancando sua carreira - e engordando substancialmente o orçamento anual de Hinwill.

O pay-driver não só vinha provando seu valor de uso nas primeiras corridas do ano, como vem fazendo frente a seu próprio companheiro de equipe, ninguém menos que a sensação Kamui Kobayashi. Hoje, enquanto o japonês não passou do Q2, ele disputava uma vaga entre as dez primeiras do grid.

Poucas horas se passaram desde a colisão lateral sofrida contra o soft-wall em Monte Carlo. A história ainda está em suspenso. Como em toda novela mexicana, a torcida pelo mocinho continua no próximo capítulo.

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