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Tuesday, November 23, 2010

Bridgestone, a estreia

As fotos que ilustram este post mostram o piloto Olivier Panis, da equipe "ex-Ligier" Prost, no GP da Argentina de 1997. Foi lá, em Buenos Aires, que a questão pneumática veio à tona.

Afinal, o francês havia conquistado nada menos que uma segunda fila no grid, em uma equipe da qual não se esperava muito - mas e daí, dirá algum leitor, se ele já tinha obtido um terceiro lugar na corrida anterior, o GP do Brasil?

E daí que, logo atrás dele, na terceira fila, largava Rubens Barrichello, da Stewart, equipe da qual não se esperava nada. O que explicava isso?

A resposta estava nos pneus Bridgestone, estreantes naquele ano, que calçavam, não por coincidência, a "parte pobre" do grid. Uma parte pobre, diga-se, que estava agora competindo roda a roda com a parte rica, dignatárias dos tradicionais Goodyear.

De todos eles, Panis sem dúvida era o maior beneficiado. Tinha seu nome estampado em um carro bem construído e um companheiro de equipe que só estava lá porque ostentava a mesma nacionalidade que o (razoável) motor. Tudo conspirava para que Panis fosse o destaque do ano - até que um acidente em Montreal quebrou sua perna e o tirou de sete corridas.

Em 1997, a Bridgestone mostrou por que havia entrado em uma competição esportiva do peso da Fórmula 1. Também aquele foi o último ano de pneus slicks. Para a temporada seguinte, a fabricante japonesa ganhou sulcos na banda de rodagem e a confiança de um time decadente que lutava para refazer seu nome na categoria. A McLaren foi campeã de pilotos e construtores no ano seguinte, e o fim da "era Goodyear" estava selado.

Assim começara a história da Bridgestone na Fórmula 1*. Semana passada, até que se diga o contrário, ela terminou.

*Exceto duas participações menores e de resultados irrelevantes, nos GPs do Japão de 1976 e 1977, em carros locais

Saturday, June 27, 2009

Retrato de um Button quando jovem


O fato de Button ter demorado a decolar, com uma carreira irregular na Fórmula 1 talvez nos tenha feito perder um pouco da dimensão de seus primeiros passos no automobilismo. Para preencher a lacuna, abaixo estão trechos de uma matéria sobre o piloto feita pela F1 Racing em maio de 2002.

Interessante ver como elas mostram um jovem bastante promissor, imagem que se desgastou após algumas temporadas de ostracismo e bons resultados tardios.

Macau
Terminar em segundo as corridas de Macau e da Coreia da Fórmula 3 em minha primeira visita foi fantástico. Darren Manning me derrotou em ambas, mas o pequeno problema é que ele era 7,5 milhas por hora mais rápido em linha reta!

Eu adorei Macau. É um circuito fantástico, mas bastante amedrontador porque é estreito e rápido – um erro e acabou. Muito mais divertido que Mônaco.


Primeiro teste na Fórmula 1
No outono de 99 eu ainda não pensava que estaria correndo na Fórmula 1 no ano seguinte. Dessa forma, testei um Fórmula 300 em Jerez e tudo ocorreu bem, embora parecesse um pouco como um ônibus comparado a um Fórmula 3.

Fui para o México nas férias, no começo de dezembro. Uma semana depois Alain Prost me ligou, dizendo que queria me testar em Barcelona.

Jean Alesi tinha guiado o carro um dia antes. Após 12 voltas eu era mais rápido que ele – nunca tendo visto o circuito antes. Alain estava lá, mas nunca me disse pra quê serviu aquele teste.